Faça do SOS Guarujá seu informativo a qualquer hora. Assuntos locais e de interesse geral.

Faça do SOS Guarujá seu informativo a qualquer hora. Assuntos locais e de interesse geral.
Atualizamos o blog várias vezes todos os dias para que você tenha a informação em cima da hora.Colabore mandando eventos, matéria,denúncias,textos...tudo que possa interessar à comunidade do Guarujá.

CLIQUE AQUI E SEJA LEVADA Á MAIOR LOJA DE BIQUÍNIS DO GUARUJÁ ATACADO E VAREJO

CLIQUE AQUI E SEJA LEVADA Á MAIOR LOJA DE BIQUÍNIS DO GUARUJÁ ATACADO E VAREJO
CLIQUE E SEJA LEVADA Á MAIOR LOJA DE BIQUINIS DO BRASIL

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Morador de rua brasileiro é homem, alfabetizado e tem parentes que moram na mesma cidade, revela pesquisa

Foto no Guarujá pelo editor do blog, na Avenida Marechal Deodoro da Fonseca-Pitangueiras

Ads by Google


Por Andrey Sgorla
http://andreysgorla.wordpress.com/

Uma pesquisa encomendada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e divulgada terça-feira (29), em Brasília, revela o perfil dos moradores de rua brasileiros.

Os pesquisadores escolheram cidades com mais de 300 mil habitantes e saíram a campo entrevistando moradores de rua com mais de 18 anos de idade.

A principal conclusão do estudo é que as pessoas em situação de mendicância são em sua maioria homens alfabetizados e jovens, que abandonaram suas casas por problemas com álcool ou drogas ou por terem perdido o emprego.

Uma equipe formada por 1.479 pesquisadores e assistentes sociais saiu a campo para entrevistar pessoas que habitam calçadas, praças, rodovias, parques, viadutos, postos de gasolina, praias, barcos, túneis, depósitos e prédios abandonados, becos, lixões, ferro-velho ou que pernoitam em instituições como albergues e abrigos. No total, foram ouvidos 31.922 pessoas, espalhadas por cidades médias e por quase todas as capitais brasileiras, com exceção de São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre.
Cada entrevistado respondeu a um questionário com cerca de 20 perguntas. A análise dos dados recolhidos revela que 82% da população de rua é formada por homens. Mais da metade (52%), têm entre 25 e 44 anos de idade.

Quanto à raça, 39,1% se declararam pardos, 29,5% se disseram brancos e 27,9% se identificaram como negros.

Do total de indivíduos pesquisados, 48,4% estão fora de casa há mais de dois anos. Dois em cada três (69,6%) dormem na rua, enquanto 22% costumam dormir em albergues ou outras instituições.

Outros 8,3% costumam alternar, ora dormindo na rua, ora dormindo em albergues.

Surpreendentemente, as pessoas em situação de mendicância se revelaram escolarizadas. Do total, 74% sabiam ler e escrever e quase a metade (48,4%) disseram ter completado o ensino fundamental.

Os principais motivos pelos quais essas pessoas passaram a viver e morar na rua se referem aos problemas de alcoolismo e/ou drogas (35,5%); desemprego (29,8%) e desavenças com familiares (29,1%).

A pesquisa põe em xeque a noção de que moradores de rua são pessoas que abandonaram suas cidades de origem e não mantêm nenhum vínculo familiar. Uma parte considerável (58%) se disse originária da mesma cidade em que se encontra ou de locais próximos.

E mais: 51,9% dos entrevistados afiramaram possuir algum parente que residindo no mesmo município onde se encontram.

Entre os que já moraram em outras cidades, 45,3% se deslocaram em busca de novas oportunidades de trabalho. O segundo principal motivo foram as desavenças familiares (18,4%).

Questionados sobre o que fazem para sobreviver, 70,9% dos entrevistados disseram exercer alguma atividade remunerada.

Apenas 15,7% revelaram que a sua principal fonte de renda são as esmolas.

A pesquisa revelou que os moradores de rua em geral são pessoas saudáveis. Apenas um terço deles afirmou ter algum problema de saúde. A doença mais freqüente é hipertensão (10,1%), seguida por problemas psiquiátricos (6,1%) e HIV/aids (5,1%).

Questionados sobre que tipo de discriminação sofrem por viver em situação de rua, os entrevistados disseram que freqüentemente são impedidos de entrar em certos locais, tais como lojas, shopping centers e meios de transporte coletivo.

Com base nos dados levantados nessa pesquisa, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome diz que pretende elaborar políticas públicas para lidar com o problema da mendicância.

A idéia é estabelecer um plano nacional para ajudar as cidades médias e grandes a combaterem o problema, e quem sabe reintegrar essas pessoas à sociedade.

Em cada uma das 71 cidades pesquisadas, o total de pessoas em situação de rua gira em torno de 0,061% da população local

3 comentários:

Carine disse...

Toda Cidade está nesta mesma situação. Na Vila Julia, onde uma cooperativa de reciclagem está instalada, é um caos. Pq além dos carrinheiros, moradores de ruas, que acabam ficando na praça, a cooperativa parece mais um lixão, com ratos correndo por todo local. A praça poderia ganhar um play, um espaço de convivência para aposentados etc... acaba afastando os moradores e freqüentadores do cemitério, velório e funerária. E consequentemente desvalorizando imóvel. Vale lembrar que a Vila Julia conta com três escolas próximas à praça e coloca os alunos em risco também.
Sem falar da prostituição da Avenida da Saudade, que continua sem nenhuma restrição e por aí vai...Nem com um jornal, nem reclamando p/ várias pessoas, nd teve resultado

Distribuidor Nacional Microlite disse...

Obrigado por participar...Mário

Geraldo Gomes disse...

Será que as pessoas que trabalharam nessa pesquisa sabem distinguir moradores de ruas de mendigos?
Vale-ressaltar que esse comentário está sendo feito por um morador de rua e asseguro-lhes que moradores de rua nada pedem,não usam drogas,não roubam,não reclamam das adversidades que enfrentam todos os dias e são conscientes do "momento atual vivido" pois estão respaldados em seus próprios talentos.
Entretanto existem alguns moradores
de rua que tornam-se mendigos mas esses são aqueles que acreditam em deuses,em direitos humanos,em ética,em bons valores e fazem somente o que fazem os que marginalizam-lhes e subestimam-lhes.
O verdadeiro morador de rua é aquele que descobriu que eterno não é somente as mudanças mas sim a FOME e a VIOLÊNCIA portanto ele é consciente do seu exílio e de que a sua condição atual é reversível.
NOTA:Somente um morador de rua é capaz de fazer transformações úteis na sua própria vida e para que haja transformações úteis na vida de um ser humano é necessário desvincular-se das inutilidades[futebol,televisão,templos religiosos,shows e eventos culturais,política[não votar],sexo e baladas,datas comemorativas e etc.etc.etc.]e deixar de ser conduzido pelas verdades que são mentiras.
Muitas coisas boas para todos e boa noite!
Geraldo Gomes