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domingo, 31 de maio de 2009

FALTA DE PARTICIPAÇÃO DO CIDADÃO

FALTA PARTICIPAÇÃO DO CIDADÃO NAS ASSOCIAÇÕES

Discutir assuntos de interesse do bairro onde mora não atrai a atenção e menos ainda a participação dos Guarujaenses. É o que se pode concluir pelo número de pessoas que deveriam participar das reuniões das associações de moradores. Na maior parte desses encontros, o público presente não chega a 1% do total de moradores do bairro. O município conta com diversas associações de moradores, que representam os bairros.

O desinteresse dos moradores também é sentido pelos moradores e ativistas do Bairro das Pitangueiras. A Associação de Moradores das Pitangueiras, apesar de existir, dificlmente convoca seus moradores para uma reunião. “Infelizmente as pessoas que dirigem a associação estão mais preocupadas com o próprio interesse do que no coletivo”. Devido a esse problema temos uma tendência no Guarujá, não existe alternância no poder das poucas associações, perpetuando seus dirigentes em diversas delas com 10, 15 anos de gestão.

Cultura - Para o nosso articulista, vários fatores contribuem para o desinteresse da população. Um deles é cultural. “A sociedade está muito individualista e poucos têm senso de coletividade. Devo ter consciência que não sou apenas um indivíduo, faço parte de um coletivo. Os problemas do posto de saúde, da escola, não existem apenas quando eu sou atingido. Tenho que me interessar por tudo o que envolve a comunidade”, pondera.

Nos bairros periféricos, onde a população tem mais problemas sociais, há maior envolvimento. “Nas associações da área central a participação é menor. Acredito que pelo fato das demandas serem maiores nos bairros há maior envolvimento coletivo para conseguir atenção do poder público”.

A Culpa não é só dos moradores

A falta de participação na associação não é culpa não só dos moradores. Em muitas delas, falta empenho da própria diretoria. “Muitas pessoas nem sabem que existe associação. Quando a diretoria realmente é atuante reflete em maior participação”. Há casos de entidades, por exemplo, que não costumam fazer reuniões e quando realizam não comunicam a população, apenas os membros da diretoria.

As principais conquistas comunitárias estão fundamentadas na mobilização popular. “Quando a população se mobiliza, ganha força e é ouvida”, ao defender um trabalho de articulação integrada entre as associações para se criar uma cultura de participação. “O poder público também tem que dar suporte para que a comunidade se fortaleça e a diretoria tenha condições de trabalhar melhor”.

Interesses políticos na associação

O conflito entre interesses políticos e comunitários é um dos agravantes nas associações de moradores. “Há casos de pessoas que assumem a associação simplesmente por interesses políticos. Isso não é correto e a população tem que ficar atenta. O ideal é quando uma candidatura desse líder surge naturalmente, sendo colocada numa disputa eleitoral por vontade da comunidade e não por ambição pessoal”. Somente com a participação é possível identificar os oportunistas.

Os interesses partidários de grupos políticos, interferem diretamente nas associações. “Se o administrador público não é da mesma corrente política do presidente, não faz questão de realizar e com isso vira uma guerra que não deveria existir”.

A falta de realizações do poder público contribui para a falta de participação dos moradores e desanima a diretoria. “A gente fica três ou quatro meses pedindo uma poda de árvores; tem locais que esperam tapa-buracos há anos. E quando a cobrança é feita apenas pelo presidente, na administração pública a idéia é que os pedidos estão sendo inventados e que não reflete uma causa coletiva”.

MANOEL ANTONIO VERGARA
Consultor Fiscal Público

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