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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Deveríamos aprender as lições

Toda a afirmação abaixo, certamente, supõe variáveis.

Os centros das cidades se degradam porque as construções novas, modernas e que atendem melhor as pessoas, são construídas em bairros cada vez mais distantes do centro da cidade.
Cada vez com menor procura, os centros das cidades vão se tornando reduto de imóveis mais baratos, ocupados por gente de menor poder aquisitivo, abandonados e muitas vezes invadidos.
Os bairros novos, no decorrer do tempo, ficam cada vez mais longe, cada vez mais caros, ou não atentem algumas necessidades de uma grande parcela da população que continua crescendo.
Aí chega a hora da chamada revitalização dos centros, quase sempre muito onerosa, expulsando seus moradores para onde eles nunca desejaram ir.
É outra a situação das praias.
Em razão da grande demanda elas se tornam caras. As mais distantes, com difícil acesso e, em muitos casos, a beleza é incomparável e insubstituível.
Devem existir centenas ou milhares de casos como os que vou contar. Acapulco e Guarujá.
Acapulco foi construída pelos americanos ricos que fizeram da praia mexicana palco para muitas vidas e fortunas reais construídas em Hollywood nos anos 40,50 e 60.
Cidade grande que tem hoje cerca de quatro ou mais milhões de habitantes, Acapulco fugiu ao controle dos americanos ricos que não conseguiram comandar seu crescimento desordenado.
Quando perceberam que entre outros, o tamanho iria impedir a exploração racional do turismo, os americanos criaram Cancun, uma faixa de terra entre o Golfo do México e O Oceano Pacifico.
Lá construíram grandes hotéis e conseguiram, em razão dos altos preços dos terrenos e imóveis, manter a seletividade, um nível de crescimento bom e o turismo rentável.
O Guarujá faz mais de 20 anos não tem uma administração preocupada com o grande público que a criou e que são proprietários de cerca de 70.000 imóveis de veraneio.
Construída pelos ricos industriais italianos, pelos descendentes de judeus e árabes que ganharam fortunas no comércio em São Paulo, Guarujá, contam alguns, tinha a maioria dos prédios vendidos antes mesmo de se começar a sua construção. Outros, colocados a venda, eram comprados em poucos dias, às vezes em um só fim de semana.
Guarujá nunca se tornou caro demais para paulistas que queriam um imóvel na praia. A Praia Grande sempre foi uma boa alternativa para essa clientela.
Posso estar errado, mas a criação, sucesso e os altos preços dos imóveis na Rivieira de São Lourenço são, como no caso de Acapulco, uma demonstração do poderio do dinheiro ou daqueles que o tem. Impossibilitados de manter uma cidade como desejavam, com limpeza, segurança e crescimento ordenado, partiram aos bandos para Bertioga.
Sem desmerecer aquela praia, vou deixar para quem conhece as duas fazer as comparações.
Hoje um imóvel na Rivieira de São Lourenço vale pelo menos o dobro de um semelhante no Guarujá e só quem tem um imóvel lá pode dizer das dificuldades de acesso nos fins de semana prolongados e férias.
Na Praia Grande, tida como alternativa barata para o imóvel no litoral, um grupo de construtores uniu se e interferiu positivamente na política da cidade, conseguindo um crescimento que a coloca numa situação absolutamente privilegiada nesse aspecto.
Desde há muito, tento conscientizar os proprietários de imóveis do Guarujá de que o descaso com a cidade fez com que seus valores não acompanhassem os das demais cidades e, em alguns casos, perdesse quase a metade do seu valor. Especialmente, os imóveis da praia de Pitangueiras já foram comercializados outrora pelo dobro do que o são hoje.
Muitas vezes, numa abordagem pessoal a proprietários, eles me perguntam quem poderia fazer alguma coisa e a minha resposta, é que as Administradoras de Imóveis, se fossem unidas poderiam,conscientizando os síndicos dos edifícios, terem um caminho para exigir do poder público algumas coisas em termos de fiscalização, lixo, comércio ambulante ilegal, quiosques e outros desmandos visíveis.
Vejam, por exemplo, o que resultou na proibição de colocação dos guarda sóis dos prédios nas praias.
Invasão desordenadas das cadeiras dos ambulantes que enferrujadas, com os guarda sóis aos frangalhos mudaram o cenário das praias de luxo e glamour para uma quase favela na areia.
Ainda é tempo de salvar o Guarujá e essa foi a razão da criação da SOS Associação de Amigos do Guarujá e deste site.
Proprietário, converse com o síndico do seu prédio e peça que ele entre em contato conosco.





Marinho Guzmán
De Corfu, na Grécia, para o SOS Guarujá

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