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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Fim de maternidade de Guarujá preocupa especialistas


Da Redação da Tribuna de Santos

Créditos: Rogério Soares
Maternidade dará lugar a unidades do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e do Adolfo Lutz

Simone Queirós e Suzana Fonseca
A obstetrícia (especialidade da Medicina que trata da gravidez e do parto) representou, nos últimos três anos, 17% das internações pelo SUS no âmbito estadual e 26% na Baixada Santista. Em Guarujá, o índice foi quase o dobro do Estado: 32%. Ao mesmo tempo, enquanto em oito dos nove municípios da região a mortalidade infantil diminuiu no ano passado, os guarujaenses amargaram aumento de 17,7 para 19,4 óbitos para cada grupo de mil nascidos vivos até um ano de idade. 

É entre esses indicadores, que representam o grande número de nascimentos e mortes de bebês na Cidade, que a Maternidade Ana Parteira completa dois anos de fechamento no próximo domingo. Por tudo isso, sua completa desativação para dar lugar a unidades do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e do Instituto Adolfo Lutz, em Vicente de Carvalho, gerou polêmica entre médicos e especialistas em saúde pública na região. 



O anúncio foi feito na segunda-feira pelo coordenador da Agência em Saúde da Baixada Santista, David Uip. Primeiro porque, para o presidente do Sindicato dos Médicos de Santos, São Vicente, Cubatão, Guarujá e Praia Grande (Sindimed), Álvaro Norberto Valentim da Silva, trata-se apenas de uma conjectura, uma vez que a proposta ainda será submetida ao secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri, e ao governador Geraldo Alckmin. 

"Além disso, a agência não está escutando os profissionais de saúde. Mandamos um ofício há um mês solicitando assento para também participarmos das reuniões, mas até agora não obtivemos retorno. Por enquanto não há nada de concreto nessa agência. Essa medida não vai resolver em nada os reais problemas da região, que passam pela falta de estrutura física, salários defasados, falta de plano de carreira". 

A preocupação é que isso sobrecarregue ainda mais o Hospital Santo Amaro e outras unidades da região, além de não resolver de fato a situação. Um médico plantonista do PAM Rodoviária, que preferiu não se identificar, está preocupado com a possível mudança. Ele afirma que há pouco tempo uma medida proporcionou melhora na unidade, que passou a transferir pacientes para UTI Semi-intensiva em Vicente de Carvalho. 

"Agora que a coisa está melhorando, acho que pode ficar complicado deixar toda a demanda para o Santo Amaro. Isso pode sobrar para os leitos do PAM. Sabemos que Guarujá não consegue atender sua população". 

O consultor em Finanças Públicas Rodolfo Amaral afirma que o Santo Amaro acumula uma dívida de R$ 10 milhões por ano por ser o hospital que mais atende pelo SUS na Baixada Santista. Ao mesmo tempo, o Estado destina entre custeio e investimentos R$ 100 milhões anuais à Baixada. "Isso é 1% do total, mas a Baixada representa 4% de tudo no Estado. Se repassasse corretamente os R$ 400 milhões anuais, seria possível construir uma Santa Casa de Santos por ano".



Sem prejuízos

A prefeita Maria Antonieta de Brito (PMDB) e o secretário de Saúde de Guarujá, Cássio Luiz Rosinha, descartam prejuízos à Cidade com a desativação do Ana Parteira. Nos próximos dias os diretores do Hospital Santo Amaro serão procurados para tratar de investimentos na maternidade. "Vamos nos empenhar para dar condições à maternidade do hospital", promete a chefe do Executivo. Ela afirma que os leitos do Santo Amaro são suficientes para atender à demanda. 

"Ele pode vir a atender mais, com a condição que vamos dar ­ se essa for mesmo a decisão do governador. Se o Estado entende que a maternidade tem que ser em um hospital de porte para atender pessoas com dengue, meningite, hepatite, HIV e outras doenças que hoje as pessoas têm que ir para São Paulo, acredito que é um grande ganho". 

Cássio diz que não haverá reflexos no PAM. "Tudo continuará a ser feito como está hoje". Já o atendimento feito atualmente no Hospital Dia Willian Rocha, especializado em infectologia, passaria a ser no Emílio Ribas. 

"Estamos avaliando as outras possibilidades. Queremos também aumentar vagas de UTI no Santo Amaro". O Santo Amaro informou que prefere aguardar as tratativas com a Prefeitura antes de se manifestar. A abertura do Ana Parteira teve como base um estudo realizado em 2007 pelo consultor Rodofo Amaral. Na época a intenção era ter ali um hospital geral. "Mas tinha apenas 50 leitos, com capacidade para atender 1.500 pacientes por ano que representava 10% da capacidade do Santo Amaro". 

Ao mesmo tempo, o hospital demandava 40% de sua ocupação para obstetrícia,que representa a pior remuneração da tabela SUS. "Por isso, a sugestão foi que Guarujá tivesse sua própria maternidade".


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