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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Praias do litoral norte de SP têm pior poluição em dez anos -No Guarujá, classificação de praias é boa em 2010


19/08/2011 - 03h00
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EDUARDO GERAQUE
DE SÃO PAULO

Em 2010, o litoral norte de São Paulo, que abriga praias badaladas como Maresias, Juqueí, Camburi e Baleia, atingiu seu pior índice de poluição dos últimos 10 anos.

Apenas 29% dos 83 pontos onde a água foi analisada receberam classificação "própria" em 100% do tempo.
O grande responsável pela piora dos índices de balneabilidade, segundo o relatório das praias divulgado ontem pela Cetesb (agência ambiental estadual), é o despejo de esgoto doméstico no mar.
É comum, nas praias do litoral brasileiro, a falta de um sistema eficiente de coleta.
No litoral norte, muitas casas, inclusive as de alto padrão, jogam dejetos nos córregos que cortam a planície costeira. Tudo, então, é levado até o oceano Atlântico.
Quando chove muito, a situação piora, pois mais esgoto acaba chegando ao mar.
Um caso típico de casas poluindo o rio ocorre em Toque-Toque Pequeno, no município de São Sebastião. A praia, desde 2008, é rotulada como regular pela Cetesb.
"A tendência do litoral norte, se formos considerar o início da década, é de piora", diz Claudia Lamparelli, gerente da Cetesb. "Mas em 2010 nós tivemos um episódio atípico em 9 de maio", pondera ela.
Segundo Lamparelli, uma chuva forte, associada a ressaca, ajudou a derrubar o índice. A piora, afirma ela, não teria sido tão significativa, se a tempestade não tivesse ocorrido perto do dia em que as águas foram coletadas.
O índice baixo de 2010 contrasta com as taxas superiores a 50% aferidas nos três primeiros anos da década.
O esgoto doméstico em circulação nos municípios do litoral norte --a Cetesb considera que a região é formada por São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba-- está ligado ao significativo crescimento populacional.
"Existe muita ocupação irregular, onde não há rede de esgoto. A região, além de turistas, tem atraindo pessoas que vão efetivamente trabalhar por lá", afirma a técnica.
Os números de saneamento do litoral norte ajudam a sustentar a tendência de piora da qualidade das praias. Apenas 37% do esgoto é coletado nessa região da costa e, em Ilhabela, 4% da população tem rede de esgoto.
Em 2010, mostram as tabelas oficiais, apenas cinco praias, em todo o litoral paulista, ganharam a classificação "ótima" da Cetesb.
Sobem ao pódio Prumirim, Itamambuca e Pulso, todas localizadas em Ubatuba. E as praias da Jureia (Iguape) e do Pontal (Ilha Comprida), no litoral sul do Estado.

A qualidade da água das praias do Guarujá em 2010 ajudou a melhorar a situação geral da Baixada Santista, segundo os dados da Cetesb.
A agência ambiental paulista divulgou, na quinta-feira, seu relatório anual de balneabilidade do litoral do Estado de São Paulo.
Praias como Pernambuco, Pitangueiras, Tombo, Guaiúba e parte da Enseada voltaram a ser classificadas como "boa" durante todo o ano.
Isso significa que elas estiveram propícias ao banho de mar o tempo todo. O índice é o terceiro melhor do Guarujá nos últimos dez anos.
"Provavelmente, parte desta melhora se deve aos programas de saneamento básico feitos na região", diz Claudia Lamparelli, gerente da Cetesb. "Bertioga também teve bons índices anuais"
O dado negativo continua sendo a praia de Perequê. Nos últimos dez anos, ela registrou índices péssimos de esgoto todos os dias do ano.
Rumo ao sul, as vizinhas Santos, São Vicente e Praia Grande continuam convivendo com uma poluição crônica em suas praias.
No caso de Santos, todas as praias ganharam a classificação "ruim", a segunda pior na escala da Cetesb.
A estatal paulista divide as praias em péssima, ruim, regular, boa e ótima.
A classificação está relacionada com o número de dias em que a praia ficou própria ao banho de mar. Para não ter riscos à saúde, o ideal é frequentar lugares bons ou ótimos. Na prática, eles têm menos coliformes fecais.
As praias santistas, desde 2003, tem registros apenas ruins ou péssimos em termos de qualidade da água.
A situação tem uma discreta melhora, mostram os dados, em Mongaguá.
Das praias amostradas pela Cetesb, quatro são "ruins" e duas "regulares". O ano de 2002 é o último registro com praias "boas" (Itaóca e Agenor de Campos) na região.
Itanhaém e Peruíbe voltam a ter trechos onde é possível tomar banho de mar em todos os dias do ano.


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