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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Coordenador da Agência da Saúde da BS diz que traz para o Guarujá, hospital com experiência centenária


Simone Queirós

Créditos: Arquivo
David Uip, Coordenador da Agência de Saúde da Baixada, inaugura unidade do Emílio Ribas em Guarujá
Agora é oficial: a Baixada Santista passa a ter uma filial do 2º maior hospital de infectologia do mundo, o Instituto Emílio Ribas. O governador Geraldo Alckmin deverá inaugurar a unidade nesta sexta-feira em Guarujá. O prédio fica na Rua São Miguel, s/nº, Pae Cará, no mesmo local onde funcionava o Hospital e Maternidade Ana Parteira. 

A instalação do Emílio Ribas II foi anunciada em fevereiro pelo coordenador da Agência de Saúde da Baixada Santista e diretor do Instituto Emílio Ribas, David Uip. A unidade terá sua gestão feita pela Fundação Zerbini, atuando no combate e tratamento de doenças infecto contagiosas em nível regional. Ela começa com dez leitos nesta primeira etapa, devendo subir para 54 até março de 2012. A expectativa é de realizar até 15 mil internações anuais quando estiver com o funcionamento pleno. 


A novidade será o serviço de Telemedicina, a ser coordenado pela Faculdade de Medicina da USP. O recurso on-line será aplicado em aulas, treinamento de processos e fluxos. Com a tecnologia, os médicos poderão definir em tempo real procedimentos e condutas nos tratamentos dos pacientes internados. "Por exemplo: Um caso em Peruíbe poderá ser avaliado e discutido em tempo real com profissionais do Emílio Ribas", afirma Uip. 

Para a fase inicial foram investidos cerca de R$ 8,5 milhões em obras e equipamentos. Já o custeio anual chegará a R$ 33,6 milhões. 

Dentre as doenças infecciosas que serão tratadas no Emílio Ribas 2, quais as que mais preocupam na Baixada Santista? 

David Uip-As doenças prevalentes são dengue, leptospirose, doença meningocócica, tuberculose, Aids e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). 

Qual a expectativa inicial de atendimento na unidade de Guarujá? 

Quando a implantação técnica estiver em sua capacidade plena, serão 54 leitos. A abertura dos dez leitos foi realizada pelo compromisso que tivemos com o povo em virtude do verão e as fortes chuvas ocasionadas neste período e consequentes doenças trazidas,como dengue e leptospirose. Como será um hospital de referência, a demanda vai depender do diagnóstico e encaminhamento que será realizado por outras unidades de saúde. 

Hoje qual é a maior demanda do Emílio Ribas em São Paulo? Isso tende a se repetir na Baixada ou aqui pode haver alguma característica diferente? 

A maior demanda de internação no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, é Aids. Representa 70% dos casos atendidos.Na Baixada Santista, o atendimento será focado para as doenças infecciosas mais prevalentes como dengue, leptospirose, doença meningocócica, tuberculose, Aids e outras DSTs. 

O Emílio Ribas 2 começa com dez leitos. Quando estará com todos os 54 leitos? Por que não começou com todos? 

Todo serviço de saúde, público ou privado, tem um cronograma de implantação gradativa. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas Baixada Santista recebeu o antigo prédio da maternidade Ana Parteira para readaptação da estrutura física e implantação de um novo serviço. Ocorre que ao analisar o projeto físico instalado, descobrimos uma série de implicações e problemas estruturais que exigiriam intervenções mais complexas do que o esperado.

Pensando nisso,foi elaborado um plano de reforma para adaptação dos departamentos. A partir daí, assim como acontece em toda nova unidade hospitalar, iniciamos o processo de implantação por etapas. Nesta primeira fase entregaremos dez leitos e até o primeiro trimestre de2012,o Emílio Ribas de Guarujá pretende estar funcionando em sua capacidade plena. 

Como funcionará o atendimento? Os pacientes poderão procurar diretamente a unidade ou serão encaminhados por médicos? Haverá transporte para os pacientes de outras cidades da Baixada? 

O atendimento será feito de forma referenciada por outros hospitais, que deverão discutir e encaminhar os casos complexos,que exigem terapia intensiva. As unidades de referência é que farão o transporte desses pacientes. 

Os médicos contratados são da região? Quantos são? Qual é o corpo de profissionais que atuará nesta primeira etapa na unidade de Guarujá? E quando estiver em plena capacidade? 

Foi realizado um concurso público convocando os interessados para uma avaliação e entrevistas. A grande maioria de médicos e profissionais de saúde inscritos é da Baixada Santista. No total, são 50 profissionais nesta primeira fase, entre médicos e não médicos. Quando estiver na capacidade plena serão 200 funcionários. 

O Governo do Estado solicitou ao Ministério da Saúde a ampliação do número de leitos? Para quantos? Há um prazo para que o Governo Federal atenda este pedido? 

Estamos avaliando diretamente com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para que sejam totalizados 150 leitos neste novo serviço. O processo esta sendo discutido e existe o interesse por se tratar de um serviço de saúde estratégico do ponto de vista de endemias da região. 

Os pacientes internados no Emílio Ribas de Guarujá poderão ser transferidos para a unidade de São Paulo? Em que situações? 

O projeto do Emílio Ribas da Baixada Santista prevê justamente um pólo de desenvolvimento técnico, científico e de ensino.O serviço foi criado para justamente suprir as demandas complexas de doenças infecciosas da Baixada. Dentro desta estratégia de atendimento também implantaremos um serviço da medicina do viajante para acompanhar os pacientes que chegam dos aeroportos e portos, pois são locais com prevalência de doenças importadas de outros estados e países. 

Qual o sr. considera o maior benefício que a filial do Emílio Ribas poderá trazer para a população da Baixada? 

Estamos levando para a Baixada Santista um hospital com experiência centenária em doenças infecto contagiosas. O Emílio Ribas é hoje considerado o segundo maior hospital de infectologia do mundo. O conceito de atendimento é uma parte da importância do que vai significar para a saúde da região. 

Sobre a Telemedicina, isso é uma novidade no Emílio Ribas? Como a Telemedicina vai ajudar nos tratamentos? Como vai funcionar na prática? Há previsão de quantos profissionais poderão ser capacitados no local? 

A Telemedicina para discutir infectologia para mais de 40 instituições de ensino é uma novidade. Por exemplo: Um caso em Peruíbe poderá ser avaliado e discutido em tempo real com profissionais do Emílio Ribas. Os médicos avaliarão casos on-line e discutirão hipóteses para definir a conduta clínica. Será como discutir presencialmente os casos, separados apenas por uma tela.Todo corpo clínico será capacitado para a Telemedicina. 

Existe a intenção de criar uma terceira unidade do Emílio Ribas no Estado? 

Ainda não existe discussão para uma terceira unidade do Instituto Emílio Ribas. Foi discutido especialmente para a Baixada Santista, em razão da prevalência das doenças infecciosas registradas na região.

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