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sábado, 14 de janeiro de 2012

Capitão de transatlântico que naufragou é preso na Itália Acidente deixou três mortos; havia 4.324 pessoas a bordo, 53 delas brasileiras

O capitão do transatlântico Costa Concordia, que naufragou na noite de sexta-feira próximo à ilha de Giglio, na costa oeste da Itália, foi preso neste sábado. A detenção de Francesco Schettino, de 52 anos, foi confirmada pelo procurador Francesco Verusio, da província de Grosseto. Ele será indiciado por homicídio culposo. De acordo com o jornal italiano La Repubblica, o capitão foi interrogado e disse que o navio atingiu uma pedra que não constava nos mapas náuticos.
Membros da tripulação acusaram Schettino de imperícia, o que teria provocado o acidente. "Quando você navega na costa, você não usa mais o piloto automático, mas o (piloto) manual. É, portanto, critério do comandante escolher a distância da costa e a navegação foi longe demais desta vez", disse um oficial do navio que pediu para não ter sua identidade revelada.  
Enquanto isso, mergulhadores vão prosseguir durante toda a madrugada deste domingo as buscas por 43 desaparecidos na área do naufrágio. Três mortes foram confirmadas – dois turistas franceses e um tripulante peruano. Além disso, a Capitania dos Portos registrou 67 feridos. 
O capitão Francesco Schettino é preso
Capitão Francesco Schettino é preso na província de Grosseto (Enzo Russo/EFE)
A embarcação tinha 4.234 pessoas a bordo – 53 eram brasileiras, segundo o consulado-geral do Brasil em Roma. A assessoria de imprensa do Itamaraty disse que alguns brasileiros resgatados entraram em contato com o consulado brasileiro em Milão, cidade para onde já foram 26 deles. Até o momento, não há nenhum registro de brasileiros feridos ou desaparecidos no acidente. De acordo com o ministério das Relações Exteriores, caso um brasileiro fosse vítima do naufrágio, o procedimento normal seria as autoridades italianas contatarem o Brasil para informar sobre o caso, o que não ocorreu. 
A Costa Cruzeiros, empresa proprietária do transatlântico, divulgou a nacionalidade dos passageiros, no total oriundos de 62 países. Entre eles estavam 989 italianos, 569 alemães, 462 franceses, 177 espanhóis, 129 americanos, 127 croatas, 108 russos, 17 argentinos, onze portugueses, dez colombianos, dez chilenos, oito peruanos, cinco venezuelanos, dois cubanos, dois equatorianos, dois mexicanos e um uruguaio.
Vazamento – O presidente da Costa Cruzeiros, Gianni Onorato, declarou que o navio está "em segurança" e não há perigo de vazamento de combustível para o mar. Segundo o executivo, uma equipe técnica holandesa está a caminho do local do acidente para lidar com possíveis problemas ambientais. 
Onorato repeliu acusações de que o Costa Concordia tombou porque navegava fora do curso. "Não é correto dizer que o navio estava fora do curso, houve um evento totalmente inesperado. O Costa Concordia atingiu uma pedra não marcada no mapa náutico", alegou.
Alguns passageiros do navio reclamaram da lentidão das equipes de socorro e afirmaram que levaram horas para ser resgatados. Para apurar o eventual atraso no salvamento, a Capitania dos Portos de Grosseto anunciou a abertura de uma investigação. 
Na ilha, moradores receberam muitos viajantes em suas casas. Centros esportivos e a pequena igreja da localidade também serviram de abrigo. Além disso, algumas lojas abriram durante a noite e a população cedeu cobertores e roupas para que os sobreviventes não passassem frio no inverno italiano. 
Imagem de helicóptero mostra barcos da Guarda Costeira em torno do transatlântico
Imagem de helicóptero mostra barcos da Guarda Costeira perto do navio(AFP)
Desconcerto – O acidente com o transtlântico foi qualificado pela companhia dona do navio como "desconcertante" em uma nota publicada na internet. No comunicado, a Costa Cruzeiros afirma que está de luto e manifesta sua solidariedade aos familiares e amigos das vítimas. Além disso, diz que todos os "esforços estão concentrados nas últimas operações de emergência, além de oferecer assistência aos hóspedes e à tripulação que se encontrava a bordo do navio".
A embarcação fazia uma viagem pelo Mediterrâneo e saiu do porto de Civitavecchia, a 80 quilômetros da capital Roma, com destino a Savona, no norte do país. De lá, partiria num cruzeiro com escalas em Palermo (Sicília), Cagliari (Sardenha), Palma de Mallorca, Barcelona (Espanha) e Marselha (França). Cerca de 2 horas depois de zarpar, por volta das 21h30 (18h30 de Brasília), as sirenes soaram.
O Costa Concordia era um dos navios mais luxuosos do mundo. De acordo com o site da empresa dona da embarcação, possuía 1.500 camarotes, cinco restaurantes, treze bares, quatro piscinas e um spa com 6.000 metros quadrados, além de teatro com três andares, cassino, discoteca e um cinema 4D – que,  além do equipamento convencional das salas com projeção em 3D, possui estímulos sensoriais como vento, aromas e poltronas que podem tremer. 
Confira a nota da Costa Cruzeiros na íntegra:
Esta é uma tragédia que desconcerta a nossa empresa. O nosso pensamento inicial vai para as vítimas, e queremos exprimir nosso luto e nossa solidariedade a seus familiares e amigos. Neste momento todos os nossos esforços estão concentrados nas últimas operações de emergência, além de oferecer assistência aos hóspedes e à tripulação que se encontrava a bordo do navio, para fazê-los regressar rapidamente a suas casas. Os procedimentos de emergência foram ativados imediatamente para evacuar o navio. A inclinação que prograssivamente o navio assumiu tornou as operações de evacuação estremamente difíceis. Desejamos exprimir um profundo agradecimento à Guarda Costeira e às forças por ela coordenadas, incluindo as autoridades e os cidadãos da Ilha de Giglio, que se somaram às operações de salvamento e assistência aos hóspedes e tripulação. A empresa colaborará, com sua máxima disponibilidade, com as autoridades competentes para verificar as causas do ocorrido.
(Com agência EFE)

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