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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Comerciantes de Guarujá criam nova entidade sindical Eles romperam com o Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista



por Carlos Ratton     

Depois de 14 meses de luta, comerciantes de Guarujá e do Distrito de Vicente de Carvalho venceram a quebra de braço com o Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista e, em dezembro, fundaram o Sindicato do Comércio Varejista de Guarujá e Vicente de Carvalho.
A diretoria já foi constituída e o primeiro presidente da nova entidade é o comerciante Hassen Hammoud, da Loja Arco Íris, no Distrito. Segundo Hammoud, o único documento que falta para início das atividades é a carta sindical, que deve ser emitida, até julho deste ano, pela Federação do Comércio Varejista de São Paulo.
“A luta começou quando fomos abandonados pelo Sindicato. Primeiro tiraram nosso advogado, depois a subsede e, por fim, não colaboravam com nossas campanhas. A gota d’água aconteceu quando, após eu reclamar, disseram que não existiam associados em Vicente de Carvalho”, revela Hammoud.
O comerciante explica que foi constituída uma comissão de constituição provisória e, embora o Sindicato tentasse, por duas vezes, via judicial, impedir a criação da nova entidade, em dezembro, a diretoria da nova entidade já estava eleita. “Estamos tirando o CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) e até julho a nossa carta sindical deve ser emitida”.
Descontentes - Seis mil comerciantes devem migrar para o novo Sindicato do Comércio Varejista de Guarujá e Vicente de Carvalho. (Foto: Luiz Torres/ DL)
Com a carta, os recursos oriundos da contribuição associativa dos cerca de 900 comerciantes associados de Guarujá e Vicente de Carvalho serão direcionados para a nova entidade e não mais para o que é sediado em Santos. “Diante disso, vamos estabelecer uma série de medidas visando melhorar a situação e o atendimento dos comerciantes e empresários da nossa Cidade”.
O rompimento foi anunciado em outubro de 2011 e publicado pelo DL. Na época, um grupo de empresários, inconformado com a falta de respaldo político-administrativo, iniciou o processo de desvinculação. A iniciativa foi debatida não só por meio de reuniões e eleições conturbadas, mas também na esfera judicial.
Na ocasião, um dos responsáveis pelo movimento separatista, o comerciante do ramo de móveis Volnei Masotti, que encabeçou a comissão de constituição provisória, já alertava que o processo de desvinculação seria demorado e complexo, visto que o sindicato, sediado em Santos, estava impondo dificuldades ao desmembramento, inclusive entrando com ação judicial. “Pediram nulidade da assembleia, mas a ação não vingou, pois a lei permite a separação”, garantia ele.
A estimativa é que Guarujá e VC possuam cerca de seis mil comerciantes estabelecidos e que a maioria deve aderir ao movimento, que agrega micros, médios e grandes empresários, vinculados aos dois clubes de Dirigentes Lojistas (CDL´s) e Associação Comercial da Cidade.
Hassen Hammoud - É o presidente do novo sindicato. (Foto: Luiz Torres/ DL)
O novo sindicato deverá pleitear o repasse da contribuição anual obrigatória, paga por todos os lojistas, cuja  receita hoje vai para Santos.
A reportagem procurou a direção do sindicato, mas não obteve retorno. Em 2011, o segundo vice-presidente da entidade, Fernando Martins da Fonseca, disse que a direção do sindicato foi surpreendida por uma carta anônima colocada na caixa postal, com a cópia de um edital, publicado no Diário Oficial do Estado, anunciando a criação do novo sindicato.
Ele acreditava que houve uma traição e que todo o impasse teria sido por causa de um pedido que não foi atendido. Fonseca afirmou, na época, que a assembleia realizada pelo grupo descontente foi ilegítima, porque não foram respeitados requisitos legais, como a não aceitação de 103 procurações de comerciantes de Guarujá, que permitiriam que o Sindicato tivesse a maioria dos votos, impedindo o início do pleito. O dirigente alegou que o sindicato nunca desamparou Guarujá, dando apoio jurídico, estrutural e administrativo.

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